As ONGs e o ativismo de sofá na luta contra o preconceito

Kaio Barreto e Viviane Ferreira

Com o avanço do acesso da população brasileira às redes sociais, muitos assuntos antes ainda não debatidos no meio social ganharam força no cyber-espaço. Esse é o caso dos movimentos que visam dar visibilidade à luta pelo reconhecimento do direitos LGBTTs. São várias páginas no facebook, por exemplo, tratando de temas como casamento civil igualitárioluta contra homofobia, entre outros. E parece que essa exposição tem garantido resultados significativos à comunidade gay.

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Os gays também ganharam um apoio significativo no Congresso Nacional: a atuação do deputado Jean Wyllys na defesa da causa gay. Além disso, ONGs parecem ter ganhado força com a expansão do debate sobre questões ligadas ao movimento. São centenas de grupos lutando em favor dos gays em todo o país.

Mas nem tudo são flores. Em 28 de março de 2011, por exemplo, o deputado Jair Bolsonaro foi entrevistado por um programa de televisão e fez declarações de cunho racista, machista e homofóbico. E ele não parou por aí, em maio do mesmo ano, após o reconhecimento da união estável de casais homossexuais pelo Supremo Tribunal Federal, o pastor chegou a comparar a adoção de crianças por casais gays como um incentivo à pedofilia. “O próximo passo vai ser a adoção de crianças (por casais homossexuais) e a legalização da pedofilia” disse o deputado na época. Além disso, a bancada evangélica também ganha força no congresso e pretende frear toda e qualquer ação que garanta direitos à comunidade gay. Em julho de 2008, o deputado Silas Malafaia liderou uma manifestação no congresso nacional contra o Projeto de Lei 122 (PL 122), que visa criminalizar a homofobia no Brasil. Malafaia também é reconhecido por causar mal-estar na comunidade gay, com manifestações polêmicas através de textos e vídeos, em que se posiciona contra o PL 122 e outros assuntos que visam assegurar o reconhecimento e legitimação de alguns direitos para a comunidade gay.

O caso mais recente – ocorrido em março – é do então eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Marco  Antônio Feliciano. Além de declarações de cunho homofóbico, Feliciano também é acusado de fazer declarações racistas em sua conta to Twitter. A nomeação do mesmo para a presidência da comissão gerou tamanha indignação que os protestos deixaram as redes sociais e ganharam as ruas das principais capitais do país. Com o slogan “Feliciano Não Me Representa”, os protestos que antes eram fotos de pessoas contrárias à nomeação transformaram-se em passeatas e discussões entre ele e os ativistas da causa gay.

                                                                                Tweets do deputado Marco Feliciano | Foto: Reprodução.

O  site da Avaaz, organização que utiliza do ativismo de sofá para representar a população criou um abaixo-assinado online que pede a destituição de Feliciano do cargo. Até o momento desta publicação, a petição já havia conseguido mais de 460.000 assinaturas.

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Um Comentário

  1. Annie

    Eu preciso saber algumas informações sobre os direitos de união homoafetiva,pois minha companheira esta com uma doença grave e por laudos médicos não pode responder ou se manifestar.Infelizmente a família dela é contra nosso relacionamento e não deixa que eu visite ela no hospital.

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