Praticar o bem faz bem

Isadora Bruzzi e Paula Peçanha

Uma reflexão sobre a prática de boas ações

O trabalho é algo essencial na vida de qualquer um. Realizar as tarefas para garantir o sustento próprio e da família é um ato cotidiano do cidadão. E o trabalho sem remuneração? Cada vez mais pessoas desejam realizar uma boa ação sem obter um retorno financeiro, mas ainda não encontram incentivo.

Segundo o site dos voluntários, no Brasil, 54% dos jovens querem ser voluntários mas não sabem por onde começar. Somente 7% dos jovens brasileiros são voluntários, contra 62% dos Estados Unidos. Empresas brasileiras gastam R$ 4 bilhões por ano em segurança patrimonial e pessoal de seus executivos, e apenas R$ 5 mil por mês em filantropia.

Além dos dados preocupantes, considerando que existem pessoas que dispõem do seu tempo para ajudar, temos também outra parcela da população que não entra nas estatísticas oficiais. Além do voluntariado, pequenas ações também são consideradas um ato de solidariedade. Doações são as mais conhecidas. Locais como creches e asilos recebem alimentos, cobertores, brinquedos, ovos de páscoa todo ano.

A internet já virou uma ferramenta que auxilia tanto quem deseja ajudar outras pessoas, quanto quem recebe auxílio. Redes sociais conseguem hoje propagar a informação rapidamente para milhões de pessoas em minutos. Correntes do bem são mais um incentivo para mobilizar o internauta a fazer o bem. O Projeto Cidade Viva também incentiva boas ações por meio de recompensas, procurando fazer com que as atitudes sejam responsáveis e saudáveis. Adoção de animais e neutralização de carbono são as que mais pontuam.

Voluntários cooperativistas” também é um exemplo de organização que realiza doações e faze visitas para idosos e crianças. Em setembro de 2012, o sistema Ocemg promoveu uma ação voluntária na Creche Odete Valadares e Casa do Ancião da Cidade Ozanam, em Belo Horizonte. A proposta era levar programas culturais que alegrasse o público. Cerca de 140 crianças assistiram a peça teatral Chapeuzinho Vermelho, com uma confraternização com lanche e diversas brincadeiras.

Já no asilo da comunidade, foi preparada uma apresentação musical. No mesmo local foi montado um mini salão de beleza para corte de cabelo e pintura de unha, além de terem servido lanche para os moradores, com apresentação de uma peça de teatro. Ações como essas são muito bem recebidas, e o retorno também é grandioso. A cabeleireira que esteve presente neste dia conta orgulhosa que as mulheres da Casa queriam que ela retornasse ao local para cortar e pintar o cabelo, pois gostaram muito do serviço. Podemos perceber como o retorno para quem realiza o trabalho também é parecido com o de quem recebe a boa ação.

Boas ações em Mariana, MG

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Luiz Paulo Lopes consegue realizar o sonho de construir uma Casa de Reabilitação em Mariana

Na cidade de Mariana, o aposentado Luiz Paulo Lopes realiza uma boa ação desde 2008 que resultou na inauguração da Comunidade Terapêutica Emanoel (COTEREM), uma casa de reabilitação que vai atender dependentes químicos que pretendem recuperar-se. A vontade de construir o local veio da necessidade que o diretor sentiu de retribuir ajuda a quem precisa. Na cidade ainda não havia um local que atendesse os usuários onde eles pudessem dormir.

A maior dificuldade com as obras do local, que ainda não está funcionando, foi a renda. O único dinheiro que vem sustentando as contas são mensalidades de sócios, nem sempre pagas corretamente, além de contribuições espontâneas, multas pecuniárias e o Bazar da Pechincha, realizado por uma das contribuintes, Maria Zacarias. Apesar de todos os obstáculos, Luiz ainda acredita que o local vai ser um bom lugar.

Alunos do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto contam sobre uma boa ação que realizaram:

Ramon Cotta fala sobre seu trabalho voluntário em uma ONG animal:

 

Geovani Fernandes conta sua experiência de uma visita realizado a um orfanato na cidade de Vila Velha, Espírito Santo:

 

Jessica Clifton também fala sobre uma boa ação que já realizou:

 

Paulo Victor se inspirou na mãe, e hoje realiza o trabalho de “palhaço” em hospitais:

Vários projetos tentam hoje incentivar o cidadão a promover o bem. Um pequeno gesto, um atividade que beneficie outras pessoas, faz com que sejamos mais conscientes dos nossos atos, no dever de ser prestativo para outra pessoa. Como já diz o ditado: Uma atitude vale mais que mil palavras.

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