E já que estamos falando de intercâmbio…

Paula Bamberg e Priscila Gomes

Já que estamos falando de intercâmbio, que tal aproveitar as oportunidades da nossa Universidade? Como já dito em outras reportagens, o intercâmbio, além de dar a chance de fazer parte de outra cultura, também é um meio de conhecer lugares novos e pontos turísticos famosos.

UFOP possui diversos programas para atender a todos os gostos dos estudantes.  O setor responsável pelos programas é a CAINT, que se encarrega também da organização de qualquer evento, palestras, seminários e outras competências internacionais que se associem à universidade, com exceção do Ciência sem Fronteira.

A Instituição possui convênios de intercâmbio com diversas universidades na Alemanha, França, Noruega, Espanha, Estados Unidos, Argentina, Itália, África do Sul, Áustria, Croácia e Portugal. Para se candidatar para alguma das vagas, o aluno deve ficar atento às chamadas que ocorrem no site da Universidade. O estudante entrega a documentação na CAINT, que a leva ao colegiado do curso do estudante, que decidirá se o aluno está apto a sair, ou não. A universidade de destino também precisa aceitar o estudante mas, uma vez aprovado aqui, não é comum não ser aceito lá fora.

A UFOP também possui  programas em parceria com o Santander, como o BRAMEX (mobilidade Brasil-México), o IBERO-AMERICANO (Brasil-Espanha) e o Top Espanha  (curso de espanhol na Universidade de Salamanca, uma das mais  antigas do mundo), além de um programa de estágio internacional, o IAESTE, programa gerenciado pelo Associação Brasileira de Intercâmbio Profissional e Estudantil, que leva os estudantes para experiência profissional em diversos países.

Esses programas são uma alternativa para aqueles que precisam de um apoio financeiro para sair do país, já que a universidade ainda não possui bolsas de incentivo, com exceção daquelas fornecidas pela Fundação Gorceix, que fornece algumas bolsas-permanência pelo desempenho acadêmico e condição financeira dos estudantes da Escola de Minas (Engenharias e Arquitetura).

Países contemplados pelo IAESTE:

Os países mais procurados pelos universitários da UFOP na mobilidade estudantil são a Espanha, Portugal e, talvez a grande surpresa, Alemanha. Este último, inclusive, sendo o mais procurado dentre os três. A procura é grande, pois há poucos convênios com países da língua inglesa e, na Alemanha, as aulas são ministradas em inglês. Além disso, o povo, conhecido por ser frio, parece estar mais caloroso, e tem agradado os visitantes brasileiros e os intercambistas que voltam do pais germânico muitas vezes apaixonados por sua cultura e população.
Mapa dos lugares preferidos para intercâmbio dos alunos da UFOP:

A estudante de arquitetura Amanda Almeida foi umas dessas que voltou encantada da terra gelada:

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Amanda Almeida Carvalho, estudante de Arquitetura e Urbanismo da UFOP/ Foto: Arquivo pessoal

“A cidade só me encantava, pela sua natureza incrível, arquitetura clássica e as pessoas maravilhosas que encontrei”.

A boa convivência se deve também pelo fato de as universidades conveniadas com a UFOP se localizarem em vilarejos, facilitando o contato mais íntimo com a população.

Em média, 75 alunos saem de mobilidade acadêmica por semestre da UFOP e voltam com histórias engraçadas ou de momentos de apuros no exterior.

 

O casal Brunno Lima e Isabelle Sfeir foi junto para a Espanha e, além de aproveitarem as paisagens da Europa, passaram por alguns apertos: “Nos íamos dormir no aeroporto de Pisa para economizar e conhecer a cidade no outro dia. Quando chegamos, descobrimos que o aeroporto fechava e não tínhamos muito dinheiro. Então, dormimos na estação ferroviária, perto de bêbados e sem-teto”, conta  Isabelle, lembrando a situação cômica (ou trágica). “Havia vários intercambistas na mesma situação, mas eles ficaram andando pela cidade até de manha. A gente estava muito cansado pra fazer isso”.

Estudante Stéfany Valério/ Foto: Arquivo Pessoal

Estudante Stéfany Valério/ Foto: Arquivo Pessoal

Os italianos receberam a estudante de arquitetura Stéfany Valério muito bem. Ela ficou 6 meses na Universidade de Palermo. “Os italianos são muito acolhedores e interessados. Quando descobriam que eu era do Brasil, perguntavam sobre tudo, falavam que queriam conhecer o país. Eles foram ótimos”.

Uma das tradições da cidade era o esquenta e o pós-festa na Vucciria, uma espécie de praça com bares e barracas de comida. Ela também conta, com bom-humor, que italianos são bem mulherengos. “Eles são muito mulherengos. Uma vez deixei meu número para o rapaz do Correio me avisar quando minha encomenda chegasse e ele me ligou chamando pra sair. Não acreditei”, conta rindo.

Seja para estudar ou para fazer estágio, o intercâmbio parece agregar histórias e experiências inusitadas aos que se aventuram num lugar desconhecido. A UFOP vem tentado incentivar os alunos a passarem por essa nova realidade. Para o coordenador de assuntos internacionais da UFOP, Luiz Albuquerque, a experiência é importantíssima:

Os problemas específicos e os conhecimentos locais permitem que se desenvolvam conhecimentos diferentes. Seja pela identificação de um problema diferente, seja pela maneira diferente de analisar um velho problema, haverá sempre o que se aprender com o contato com outras culturas.

Quem se interessar, é só entrar no site www.ufop.br , ir na área da coordenadoria internacional e escolher seu destino. E boa viagem, amiguinhos, boa viagem!

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