Concluindo…

Pedro Ferreira

A criatividade nunca está diretamente relacionada com a idade ou a experiência do indivíduo. Ocorrem questionamentos sobre as dimensões que uma sociedade define “talentoso” e “diferente”, isso tudo, por conta da diversidade cultural no país. Disparidade que é confrontada pelas opiniões públicas.

Durante a reportagem, foram apresentados depoimentos de garotos prodígios que atuam em diversas áreas. Através desses bate-papos, percebemos que os jovens assimilam as novas tecnologias com extrema agilidade e eficiência e, claro, conhecemos as dificuldades encontradas por estes na realização de sua obra.

Desde o início, o objetivo da matéria é mostrar que a idade e, consequentemente, a experiência não são limitadores para se fazer coisas criativas e bem feitas. Para concluir, conversei com o editor-chefe do Portal Uai, Benny Cohen, no intuito de descobrir como as empresas tratam o funcionário jovem-criativo. Se eles são vistos de outra maneira ou a idade não importa, mas somente a possibilidade de retorno.

Benny-Cohen

Segundo Benny, o setor de Recursos Humanos tinha uma orientação sobre os cargos que o cabia preencher. “Quero gente de piercing e tatuagem”, dizia ele em uma forma simbólica de comunicar o seu desejo por gente jovem, com muita energia e já “born digital”, expressão usada no meio que quer dizer “a turma já com habilidades digitais de nascença”.

Durante a conversa, Benny ainda contou que essa estratégia trouxe benefícios e problemas:

“Os benefícios se referem principalmente à facilidade em usar as ferramentas de trabalho, a rapidez e, eventualmente, muita criatividade, sim. Mas os problemas também apareceram. Falta de experiência, de “maldade” jornalística ao lidar com um entrevistado”.

Para concluir, o editor-chefe conta que passou também a pedir profissionais experientes. “O melhor exemplo foi uma jornalista de Política que trouxe, velha conhecida minha, dos tempos em que comecei, portanto, há mais de 20 anos, e que não sabia nada de internet. Quando a convidei, ficou apreensiva, preocupada de não saber lidar com as ferramentas. Mas expliquei tudo pra ela, disse que seria tranquilo aprender, e que o mais importante era trazer a experiência dela na área para a internet. Resultado: hoje ela é um dos meus melhores repórteres. E criatividade é um dos principais valores dela. Pensa pautas o tempo todo, encontra abordagens diferentes, sabe cavar assuntos e transformá-los em temas atraentes.”

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