Que marcas você está consumindo nesta Páscoa?

A semana da Páscoa leva milhares de pessoas ao teto dos supermercados, à procura dos esperados ovos de chocolate. Branco, preto, granulado, puro, ao leite. São diversos os tipos e cores. Mas e a marca? Você se preocupa com a marca do produto que consome nesta Páscoa?

“Você se preocupa com as marcas que você consome”?

– Não, se preocupar em que sentido?

Por exemplo, algumas marcas de ovos de Chocolate financiam mortes na Palestina… Fazia ideia?

– Sério? Não sabia, não. Nunca me liguei com isso.

(Érika Cerqueira, estudante de Engenharia de Alimentos)

 

  “Penso apenas no preço dos produtos, que são muito caros, e acabo não comprando, mas não  por questão de ideologia, mas por falta de dinheiro mesmo”.

(Estudante de jornalismo, Jéssica Clifton)

Segundo organizações pró-palestinas, a situação é preocupante. Diversas marcas atuam em apoio econômico ao regime colonizador de Israel. Garoto e Nestlé são algumas delas, apontadas pela “Comissão Islâmica de Direitos Humanos”.

Mas por que apoiar a Palestina?

“Para compreender a causa palestina e sentir a crueldade do que está acontecendo lá, nem é preciso ler muita história, basta ver fotos, ler jornais”.

(Estudante de ensino médio, Joyce Corrêa Belém)

 

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De fato, a estudante parece estar certa. No Dia da Terra, último sábado, 30 de março, durante a celebração perto de Hebron, soldados Israelenses pegaram um menino palestino pelo pescoço.

Além disso, confirma a agência “Team Palestina & Free Gaza” (@TeamPalestina), disparos israelenses mataram um homem de 20 anos e feriu outros 51 indivíduos.

 

Veja no Mapa abaixo: o local do conflito, a sede do “Team Palestina & Free Gaza” e as capitais de Israel e Palestina.

Mas e a Solução?

Hans Baumânn, 84 anos, judeu, viveu em Israel por dois anos e hoje é membro do “Comitê Gaúcho de Solidariedade ao Povo Palestino”. Ele é categórico:

“Enquanto houver o imperialismo americano, não haverá paz no Oriente Médio”.

A bem da verdade, Hans nos faz lembrar que nem todo israelense é sionista e nem todo sionista é israelense e que antes mesmo de haver Israel, isto é, antes de 1948, havia muitos israelenses vivendo em paz na Palestina. “Os EUA apenas entram com armas, tecnologias e sempre em defesa de Israel”, afirma. “Os palestinos do Hamas, (grupo fundamentalista muçulmano em defesa de Gaza), são desarmados, não têm tecnologia, não têm indústria e são boicotados […] enquanto Israel possui bomba atômica e ninguém fala disso”.

O embaixador palestino no Brasil e defensor da causa palestina na ONU, Ibrahim Alzeben, aponta: “Cada dia mais temos recebido apoio, não falo de quantidade, mas de qualidade”. Ibrahim é esperançoso na causa palestina e, segundo ele, os jovens brasileiros e latinoamericanos, no geral, têm sido cada vez mais ativos na causa. Como Palestino de nascença, garante que maior que Israel, “nosso maior inimigo tem a sido a ignorância”.

Para lutar contra a ignorância e a supremacia economia israelense em relação à miséria palestina que surge, nesta última década, um movimento alternativo pacífico para a defesa da Palestina, o BDS.

Mas afinal de contas, o que é BDS?

Segundo sua plataforma digital, o BDS (@BDSmovement) se diz ser um movimento global de boicote, desinvestimento e sanções a Israel, daí se dá a sigla. Além disso, é “uma plataforma informal de ativistas, grupos sociais e organizações que, a nível mundial, coordenam os seus esforços, em resposta ao apelo lançado pela sociedade civil palestina para pressionar Israel a cumprir com o Direito Internacional e a Declaração Universal dos Direitos do Homem”.

“O BDS defende a Palestina, pois alerta os consumidores de todo mundo sobre a gravidade dos reflexos de um consumo não pensado, de produtos 729”, afirma, por e-mail oficial, o BDS da Escócia, fazendo referencia ao código de barra dos produtos advindos de Israel, que possuem código inicial “729”  (veja exemplo na imagem). É não só uma busca por uma vida e um consumo ético, na medida em que não financiam uma guerra contra a Palestina mas também um consumo saudável.

Dicas de uma alimentação saudável:

“Existe um Lobby contra os Palestinos, que eu não conheço nada mais poderoso”, afirma o cartunista e ativista pela Palestina, Carlos Latuff (@CarlosLatuff) “que inclusive está no nível acadêmico, no nível da ideia”. “Matar um palestino não é suficiente, você tem que matar a sua história”. Apesar de que Latuff crê ser muito complicado nos dia de hoje conseguir isso, por causa da internet, tornamos-nos todos produtores de conteúdo, o que nos faz ter informações sobre a Palestina a partir dos próprios palestinos que reproduzem conteúdos na rede mundial, e não somente das agencias israelenses de propaganda. 

O conhecimento e a privatização:

“Seguirei com minha solidariedade ao povo palestino” Latuff

Paulo Victor Fanaia é graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto e Presidente da União Juventude Pró Palestina do Brasil  
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"Sei o que faço, Amo o que faço e faço bem" Paulo Victor Fanaia é Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto-MG

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