Criança tem que ser criança

Aprigio Vilanova

cartilha da campanha mundial de combate ao trabalho infantil

cartilha da campanha mundial de combate ao trabalho infantil

O trabalho infantil é mesmo um tema controverso, todo mundo tem algo para falar. Existem os que apóiam e os que são contrários ao trabalho de crianças e adolescentes.

Por outro lado existem os que lucram com a atividade criminosa. O Unicef destaca a obediência e o menor custo em manter esses ‘empregados’ como fator preponderante na continuidade do problema.

Rosana Araújo, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), em Mariana, afirma que as pessoas não denunciam e este é um grande entrave encontrado pelos órgãos responsáveis em coibir esta prática.

A coordenadora do CREAS disse que o 12 de junho é o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil e que apesar dos dados brasileiros acerca do problema serem alarmantes, existe o que comemorar, “houve avanços significativos, o número de crianças e adolescentes nessa situação vem diminuindo gradativamente, mas claro que estamos longe de resolver essa questão” esclareceu.

Segundo Rosana, o último caso de trabalho infantil registrado em Mariana aconteceu em 2011 e desde então não receberam mais nenhuma denúncia. Para a coordenadora o “problema continua existindo, mas sem denúncia o poder público fica de mãos atadas para combater esse tipo de exploração”, lamenta.

Na rua a opinião dos marianenses sobre o trabalho infantil são as mais diversas, há os que apóiam e os que são contrários.  Os dois pontos de vistas tem seus argumentos para justificarem suas opiniões.

Para o senhor Antonio dos Santos, 70 anos, aposentado, “o trabalho infantil faz a criança ficar longe do que não presta, eu mesmo comecei a trabalhar com 12 anos e não me fez mal nenhum, to aqui vivinho da silva (sic)” desabafa.

A comerciaria Mariana Monteiro, 32, acredita que “lugar de criança é na escola, tem que ter infância. Sou totalmente contra ao trabalho infantil, criança nasceu pra ser criança (sic)”

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Um Comentário

  1. Paulo Masato Sumitomo

    Criança tem que ser criança sim! A mídia não deixa que assim seja, por exemplo, expondo-as aos espetáculos impróprios, de canais de TV abertos. E, concordo com os senhores que depõem a favor do trabalho de menores (diferente de exploração). Esse trabalho poderia ser regulamentado, sem prejuízo na educação, que deve ser obrigatória. Crianças na ociosidade é isso que vemos hoje, nos noticiários.
    Existem pequenas tarefas, leves, de horário flexível, em que o menor escolhe o melhor horário para conciliar com os seus estudos. E, evidentemente, as remunerações e jornadas deverão ser regulamentadas de acordo com as determinações do Juizado de Menores com a anuência dos demais poderes.
    É a minha opinião particular, e, não poderia ser assim? Não seria uma das saídas para diminuir a violência no País?
    Ser totalmente contra é, no mínimo, idiotice. Lugar de criança é na escola sim! Mas, e depois, na ociosidade, perambulando pelas esquinas, praças, vielas, más companhias?
    Quem disse que o trabalho infantil (diferente de exploração) não pode ser proveitoso e lúdico, como era nas décadas de 50 e 60, como eu conheci ? Não havia tempo para criança pensar em besteiras! Nós, sessentões de hoje, fomos crianças trabalhando sim, ganhando menos (trabalhando muito menos) mas de forma divertida ganhando por isso. Qual é o malefício?

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